Pontos fracos em concurso: ache a matéria que mais custa pontos

· 8 min de leitura · por Ritmo

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Capa do artigo: tabela de quatro colunas com disciplinas, questões, nota e ponto em risco, com a iguana mascote do Ritmo

Tem uma matéria que você não abre há semanas e você sabe o nome dela. A resposta curta é esta: ponto fraco não se descobre pela sensação, se calcula em quatro colunas. Escreva as disciplinas do seu edital, quantas questões cada uma vale na prova, sua nota honesta de zero a cinco em cada uma e multiplique o número de questões pelo que falta pra chegar a cinco. O maior resultado é a matéria com mais ponto em risco pra você hoje.

Esse número não é nota, é prejuízo estimado. Ele responde à pergunta que a vontade nunca responde direito: se a prova fosse amanhã, onde você perderia mais ponto. Neste artigo você monta a tabela, aprende a contar as questões quando o edital não diz isso de forma clara, calibra a nota de zero a cinco sem se enganar e transforma o resultado em semana de estudo. Papel, caneta e quinze minutos bastam.

Por que o buraco cresce justo na matéria de mais peso

Estudar o que você já sabe é confortável. A leitura flui, você acerta, o bloco passa rápido e você fecha o dia com sensação de produtividade. Essa sensação é fácil de confundir com aprendizado. Ler sem tropeçar mostra que o texto é familiar, não que a informação sai da sua cabeça sozinha na hora em que quatro alternativas parecidas estiverem na tela.

A matéria que dói faz o contrário. Você lê devagar, volta parágrafo, erra a primeira questão e termina irritado. Ninguém escreve em lugar nenhum que vai abandonar essa disciplina. Ela só vai ficando pra depois do bloco de hoje, pra semana que vem, pro mês que vem. Em um mês de agenda decidida no impulso, ela sumiu.

E aqui está a parte cruel. As disciplinas de maior peso nos editais costumam ser justamente as mais densas, de conteúdo programático comprido, cheias de detalhe, prazo e exceção. Denso é desconfortável, e desconfortável é o que você adia. Por isso o buraco raramente aparece numa matéria de cinco questões. Ele cresce onde estão trinta, quarenta questões da sua prova.

Quantas questões cada matéria vale, e onde achar esse número

A segunda coluna é a que dá objetividade à tabela. Ela não depende de você, depende do edital e da banca. Procure nesta ordem.

  • O edital do concurso, no quadro de provas. Quase sempre existe uma tabela com disciplina, número de questões e pontuação.
  • Se o edital só cita peso, converta. Multiplique o número de questões pelo peso da disciplina e use o resultado como valor da coluna.
  • Se o edital ainda não saiu, use a prova anterior do mesmo cargo. Conte as questões de cada matéria na folha de prova, uma a uma.
  • Se o cargo é novo, use a prova mais recente da mesma banca para um cargo parecido e trate o número como provisório.
  • Marque com um asterisco toda disciplina que tem nota mínima no edital. Ela pode eliminar mesmo valendo poucas questões, e esse filtro é outro assunto, tratado em Nota mínima por matéria: como não ser eliminado por uma só.

A nota de zero a cinco sem se enganar

A terceira coluna é a única subjetiva, e é onde a tabela costuma estragar. Quem se dá quatro em tudo não descobre nada. Use uma régua fixa, igual para todas as matérias, e responda pensando em prova, não em leitura.

Duas regras ajudam a usar essa régua. Primeira: dê a nota olhando para o conteúdo programático inteiro, não para o tópico que você gosta. Abra o edital, leia os tópicos daquela disciplina em voz alta e repare em quantos você não saberia explicar. Segunda: na dúvida entre dois números, escolha o menor. A tabela existe para achar buraco, e buraco maquiado continua lá no dia da prova.

  • Nota 0: nunca abri o conteúdo dessa matéria.
  • Nota 1: li alguma coisa, mas não resolvo questão sem consultar o material.
  • Nota 2: acompanho a teoria e erro mais da metade das questões.
  • Nota 3: acerto as fáceis e travo nas que a banca escreve com pegadinha.
  • Nota 4: acerto a maioria e já sei o tipo de erro que costumo cometer.
  • Nota 5: acerto quase tudo e conseguiria explicar o conteúdo em voz alta para outra pessoa.

A conta do ponto em risco, passo a passo

Agora é aritmética simples. O que falta pra cinco é o quanto você ainda pode melhorar naquela matéria. Multiplicado pelo tamanho dela na prova, vira o índice de risco daquela matéria. Esse resultado não é nota nem ponto da prova, é um número de comparação entre as suas disciplinas.

Veja o efeito numa prova de cem questões, na lista abaixo. Raciocínio lógico dói mais no dia a dia, mas fecha a conta em 30 de risco. A legislação específica, aquela que você vem empurrando desde o começo, fecha em 120, quatro vezes mais exposição. Não é a matéria mais difícil que ganha a tabela. É a que junta peso alto com a sua nota baixa.

  1. Na primeira coluna, liste todas as disciplinas do edital, sem deixar nenhuma de fora.
  2. Na segunda, escreva quantas questões cada uma vale na prova.
  3. Na terceira, sua nota de zero a cinco pela régua acima.
  4. Na quarta, calcule o que falta pra cinco e multiplique pelo número de questões.
  5. Ordene a tabela pela quarta coluna, do maior para o menor.
  6. Circule as três primeiras. São as matérias onde você tem mais ponto exposto hoje.
  • Português, 20 questões, nota 4, falta 1, risco 20.
  • Raciocínio lógico, 10 questões, nota 2, faltam 3, risco 30.
  • Informática, 10 questões, nota 3, faltam 2, risco 20.
  • Direito constitucional, 15 questões, nota 3, faltam 2, risco 30.
  • Direito administrativo, 15 questões, nota 2, faltam 3, risco 45.
  • Legislação específica, 30 questões, nota 1, faltam 4, risco 120.

O que fazer com a primeira colocada

Ranking sem mudança de agenda é só um papel bonito. A matéria campeã entra no primeiro bloco do dia, quando sua cabeça ainda está inteira, e não no fim, quando você já está cansado e vai só folhear.

Isso não significa abandonar o resto. As outras disciplinas seguem no rodízio normal, em blocos menores, para não virarem o próximo buraco. Em dia curto, a campeã é a que sobrevive, e as demais esperam a próxima janela.

E tem uma armadilha na forma de estudar essa matéria. Reler capítulo não derruba risco, porque o desconforto de não saber continua escondido atrás do texto pronto. O que derruba é tentar responder antes de conferir: questão, pergunta fechada no caderno, explicação em voz alta sem olhar o material. O erro que aparece agora é exatamente o ponto que você não quer descobrir na prova.

Refaça a tabela a cada quinze dias

Guarde a folha e marque a data no alto. Em quinze dias, faça tudo de novo, do zero, sem olhar a anterior. Depois compare as duas. O movimento dos números diz mais do que qualquer sensação de estar indo bem ou mal.

Três leituras cobrem quase todos os casos. Se o risco da campeã caiu, o plano funcionou e provavelmente outra disciplina assumiu o topo, o que é normal. Se o risco ficou parado mesmo com você tendo estudado, o problema não é quantidade, é método: em geral falta questão e sobra leitura. Se o risco subiu, a nota anterior estava generosa, e isso também é informação útil, porque significa que você acabou de ficar mais honesto com o próprio nível.

Como o Ritmo faz isso

O Ritmo não adivinha sua fraqueza e não estuda por você. Quem dá a nota de quanto sabe cada matéria é você, no começo, igual à terceira coluna da tabela de papel. A diferença é que essa nota não fica numa folha solta.

A partir dela, a IA monta o cronograma pelo peso das matérias, pelo quanto você já sabe e pelas horas reais que você tem na semana. O edital verticalizado sai do catálogo de concursos abertos, atualizado, ou de um PDF que você envia, com a IA lendo o conteúdo programático. Cada estudo registrado cria revisão de um, sete e trinta dias, e a revisão que atrasa vai pra uma fila onde você escolhe entre fazer agora, estender três dias ou ignorar. Nada se reorganiza sozinho.

Para a quarta coluna parar de depender do seu chute, o app tem um banco de questões compartilhado e simulados. Daí saem os flashcards. Tem ainda redação com correção e cronômetro de sessão com pomodoro. As estatísticas de acerto por matéria e por tópico mostram em qual tópico dentro da disciplina você está errando mais. Funciona offline e sincroniza entre celular e computador.

Se quiser cronograma, revisões e estatísticas num lugar só, o Ritmo está em ritmoestudos.com.br. A assinatura anual sai por 12x de R$ 14,99, total de R$ 179,88 por ano, ou R$ 161,89 no Pix à vista. Preço de lançamento.

O que fazer hoje

Pegue uma folha agora e escreva a data no alto. Copie a lista de disciplinas do seu edital, procure o quadro de provas e anote quantas questões cada uma vale. Dê a nota de zero a cinco pela régua deste artigo, escolhendo o número menor sempre que ficar em dúvida. Faça a conta do que falta pra cinco, multiplique, ordene e circule a primeira colocada. Quinze minutos resolvem essa parte.

Amanhã, abra o dia por ela. Uma hora, com questões desde o primeiro minuto, anotando os tópicos em que você errou. Repita por quinze dias e marque no calendário o dia de refazer a tabela. Se a folha voltar com um risco menor, você não melhorou de humor, você baixou o ponto que estava mais exposto na sua prova.

Perguntas frequentes

Como descobrir quais matérias estão me eliminando no concurso?
Monte uma tabela de quatro colunas: disciplina, quantas questões ela vale na prova, sua nota de zero a cinco e o resultado da multiplicação do número de questões pelo que falta pra chegar a cinco. A disciplina com o maior resultado é a que tem mais ponto exposto no seu caso. Não é a mais difícil do edital, é a que junta peso alto com nota baixa. A conta leva quinze minutos e não precisa de aplicativo nenhum.
E se o edital não diz quantas questões cada matéria vale?
Procure o quadro de provas do edital primeiro, porque quase sempre ele existe. Se o edital só informa peso, multiplique o número de questões pelo peso e use esse resultado na coluna. Se o edital ainda não saiu, conte as questões de cada matéria na prova anterior do mesmo cargo. Nesse caso, trate o número como provisório e refaça a tabela quando o edital for publicado.
Devo parar de estudar as matérias em que já vou bem?
Não, muda só a dose. A campeã da tabela ocupa o primeiro bloco do dia e cerca de metade do tempo da sua semana. As demais ficam com sessões de trinta a quarenta minutos, sempre com questões, para não saírem do rodízio. Quem some da agenda por um mês volta na tabela seguinte como problema novo.
De quanto em quanto tempo refazer a tabela de pontos em risco?
O prazo padrão é de quinze em quinze dias. Fora desse calendário, refaça sempre que sair o edital novo do seu concurso, porque o número de questões por disciplina muda e a segunda coluna vira outra. Vale refazer também quando a banca muda, já que o estilo de cobrança altera sua nota honesta, e depois do primeiro simulado completo, quando você troca chute por acerto medido.
Dá pra usar a tabela se eu ainda não fiz nenhuma questão?
Dá, e é justamente para essa situação que ela serve. A nota de zero a cinco é uma autoavaliação, não uma estatística. Use uma régua fixa para todas as matérias e escolha o número menor sempre que ficar em dúvida. Conforme você for resolvendo questões, a nota vira medida e a tabela fica mais precisa.

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