Quantas questões fazer por dia para concurso: a conta certa
· Atualizado em · 7 min de leitura · por Ritmo

Não existe número mágico. Quantas questões fazer por dia depende de duas coisas que só você sabe: quanto tempo líquido você tem pra estudar e em que fase da preparação você está. Pra quem trabalha o dia todo e estuda duas horas à noite, algo entre 15 e 30 questões bem feitas por dia é uma meta realista. Pra quem tem o dia inteiro, o número pode passar de 80. As duas pessoas estão certas.
O que não muda é a conta por trás do número. Ela leva em conta seu tempo, a proporção entre teoria e questões na sua fase e o tempo que cada questão consome quando você revisa o erro de verdade. Este artigo mostra essa conta, com caderno, agenda ou planilha, e perto do fim como o Ritmo usa os mesmos dados.
A conta: do tempo disponível ao número de questões
Um exemplo: 90 minutos líquidos, metade pra questões, 45 minutos. Dividido por 3 minutos por questão, dá 15 questões. Parece pouco perto do que se vê na internet, mas são 15 questões com o erro revisado. É isso que conta, e não o número que aparece no fim do dia.
Se a sua meta atual é muito maior que o resultado dessa conta, provavelmente você está fazendo questão sem revisar. Se é muito menor, dá pra subir sem estudar mais horas: basta trocar parte do tempo de teoria por questões.
- Descubra seu tempo líquido por dia. Não é o tempo que você senta na mesa, é o tempo que sobra depois de celular, pausas e café. Se você marca duas horas, mas estuda 90 minutos, a conta parte de 90.
- Separe a fatia que vai pra questões. No começo da preparação, uma fatia menor; na reta final, a maior parte. A proporção por fase está na seção seguinte.
- Estime quanto tempo cada questão consome, incluindo a revisão do erro. Pra uma questão objetiva, algo em torno de 3 a 4 minutos: um minuto pra responder, dois ou três pra conferir o gabarito, entender o erro e anotar.
- Divida. Tempo pra questões dividido por minutos por questão é a sua meta diária.
Quanto pesa cada matéria na distribuição
Com a meta diária na mão, o passo seguinte é distribuir as questões entre as matérias. O critério vem do edital: peso da disciplina na prova e quanto você já domina. Matéria que vale muitas questões e que você acerta pouco recebe a maior fatia. Matéria que vale pouco e você já acerta bem recebe o mínimo pra não enferrujar.
Na prática, faça uma tabela simples com três colunas: matéria, número de questões na prova e seu percentual de acerto atual. Onde o peso é alto e o acerto é baixo, é ali que suas questões do dia vão primeiro. Refaça essa tabela a cada duas semanas, porque o acerto muda.
Teoria x questões: a proporção muda com a fase
A pergunta "é melhor estudar teoria ou fazer questões" não tem uma resposta única. A proporção certa depende de onde você está na preparação, e ela vira ao longo do caminho.
- Início, primeiro contato com a matéria: cerca de 70% teoria e 30% questões. As questões aqui servem pra ver como a banca cobra o que você acabou de ler, não pra medir desempenho.
- Meio da preparação, edital já coberto uma vez: perto de 50% e 50%. As questões passam a apontar onde a teoria não ficou de pé.
- Reta final, últimos dois meses: 20% a 30% teoria e o resto em questões e simulados. A teoria vira consulta pontual, puxada pelo erro, não leitura de capítulo inteiro.
- Em qualquer fase, tópico que você nunca viu começa pela teoria. Fazer questão do que não se estudou só produz chute.
Use o erro pra decidir o que estudar amanhã
Questão não serve só pra treinar. Serve pra dizer o que estudar em seguida. Uma regra simples pra começar: tópico com acerto abaixo de uns 60% pede volta à teoria; acima disso, mantém questões e revisão. Dentro disso, cada erro cai em um de três tipos, e cada tipo pede uma ação diferente.
- Não sabia: o conteúdo não estava na sua cabeça. Volta pra teoria daquele tópico específico, não da matéria inteira.
- Confundi: sabia o conteúdo, mas trocou conceitos parecidos. Pede uma comparação lado a lado, um resumo curto ou um flashcard com os dois lados.
- Desatenção: leu errado o enunciado, não viu o "exceto", marcou a alternativa errada. Não pede teoria, pede ritmo mais lento e leitura do comando da questão duas vezes.
A armadilha: fazer questão sem revisar o erro
O erro mais comum de quem faz muita questão é tratar o número como meta. Cem questões por dia sem revisar o erro rendem menos que trinta com revisão, porque o aprendizado não está em responder: está no momento em que você descobre por que errou e corrige a ideia. Quem só confere o gabarito e passa pra próxima repete o mesmo erro na semana seguinte.
Um sinal claro de que isso está acontecendo: o percentual de acerto de uma matéria não sobe há semanas, mesmo com muitas questões feitas. Quando o volume cresce e o acerto fica parado, o problema não é quantidade, é o que acontece depois do erro.
A regra prática é simples. Se não tem tempo de revisar o erro, faça menos questões. E nunca termine uma sessão com erros sem anotação: o caderno de erros, mesmo que seja uma lista no celular, é a parte do estudo que mais vale por minuto.
Como o Ritmo entra nessa conta
No Ritmo, o cronograma parte dos mesmos dados da conta acima: você informa o peso de cada matéria na prova, quanto já domina, as horas por dia e a duração da sessão, e a IA distribui o estudo em ciclo ou em cronograma semanal. O cronômetro registra o tempo estudado sozinho, então o tempo líquido deixa de ser um chute e vira um número que você consulta nas estatísticas, junto com o percentual de acerto no período e o aproveitamento por tópico.
As questões vêm do banco de questões e dos simulados, e você pode importar o PDF de uma prova antiga: ela vira simulado com o gabarito extraído por IA. Os flashcards já vêm prontos, com questões reais desse banco: você responde, revela o gabarito e marca se acertou. O erro conta na estatística do tópico e puxa mais questões daquele tópico nos próximos simulados montados do banco. Ao registrar um estudo, a revisão 1/7/30 é criada automaticamente. Se a revisão atrasar, ela entra numa fila em que você escolhe: fazer agora, estender por três dias ou ignorar.


O que fazer hoje
- Meça seu tempo líquido de hoje com um cronômetro, sem arredondar.
- Faça a conta: tempo pra questões dividido por 3 ou 4 minutos. Esse é o seu número.
- Faça essas questões na matéria de maior peso e menor acerto.
- Antes de fechar o caderno, classifique cada erro: não sabia, confundi ou desatenção. O de amanhã já está decidido.
Veja em vídeo
O passo a passo completo, tela a tela, no nosso canal. As telas do produto usam dados de uma conta de demonstração.
Perguntas frequentes
- Fazer 100 questões por dia é bom pra concurso?
- Só se sobrar tempo pra revisar cada erro. Com 3 a 4 minutos por questão, incluindo a revisão do erro, 100 questões consomem de 5 a quase 7 horas líquidas, o que poucas pessoas têm. Se a conta não fecha, faça menos. Trinta questões com o erro revisado rendem mais que cem só conferindo o gabarito.
- É melhor estudar teoria ou só fazer questões?
- Os dois, em proporção que muda com a fase. No primeiro contato com a matéria, algo como 70% teoria e 30% questões; com o edital coberto uma vez, perto de 50% e 50%. Nos últimos dois meses, 20% a 30% de teoria e o resto em questões e simulados. Tópico que você nunca viu sempre começa pela teoria.
- Como montar um caderno de erros para concurso?
- Pra cada questão errada, anote o tópico, o motivo do erro (não sabia, confundi ou desatenção) e a ideia certa em uma linha. Pode ser caderno, planilha ou uma lista no celular; o formato importa menos que a constância. Releia os erros da semana antes de estudar o mesmo tópico de novo. Tópico que se repete no caderno pede volta à teoria.
- Qual porcentagem de acerto é boa em questões de concurso?
- Não existe um número único, mas uma régua útil: tópico com acerto abaixo de uns 60% pede volta à teoria; acima disso, mantém questões e revisão. Mais importante que o valor é a tendência por matéria. Se o acerto não sobe há semanas mesmo com muitas questões, o problema está na revisão do erro. No Ritmo, as estatísticas mostram o acerto por matéria e a evolução no período.