Como estudar para concurso faltando 1 mês: cronograma de 4 semanas

· 10 min de leitura · por Ritmo

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Capa do artigo: faltam 30 dias para a prova, com a iguana mascote do Ritmo

Faltando 1 mês para a prova, você estuda por incidência: questões dos tópicos que mais caem, revisão do que já viu e simulados com tempo a partir da terceira semana. Teoria nova só nas duas primeiras semanas, e só nos tópicos que rendem muitas questões. O resto do edital sai do plano, de propósito e por escrito.

Este artigo entrega o cronograma de 4 semanas: a conta das horas que cabem em 30 dias, o corte do edital, a revisão de 1, 7 e 30 dias comprimida no prazo, a semana de simulados e a última semana de revisão e logística. Funciona no caderno e na planilha. Se a prova está a dois meses, o plano de 8 semanas está em Como estudar para concurso faltando 2 meses: plano de 8 semanas.

Primeiro a conta: quantas horas cabem em 30 dias

Antes de decidir o que estudar, saiba quanto cabe: some as janelas reais da semana, não as ideais. Quem estuda das 20h às 22h de segunda a sexta, mais três horas no sábado, tem 13 horas brutas. Tire uns 15 minutos de atrito por sessão para sentar e começar: sobram perto de 11 horas líquidas por semana, 44 em quatro semanas.

Esse total é pouco para um edital de 300 tópicos e é muito para 30 tópicos bem escolhidos. Por isso o cronograma de 30 dias começa pelo corte, não pela lista de matérias.

O mês inteiro, dividido por tipo de trabalho, fica perto disto:

  • Teoria nova: perto de 8 horas, quase todas nas semanas 1 e 2.
  • Questões por tópico: perto de 18 horas, a maior parte nas semanas 1 e 2.
  • Revisão: perto de 18 horas, crescendo até 70 por cento da semana 4.
  • Simulados: perto de 8 horas em dois blocos de fim de semana, fora do teto diário e fora das 44; a correção conta nas questões.

O corte do edital pela incidência

Pegue as duas ou três últimas provas do cargo, da mesma banca se possível, e conte quantas questões cada tópico teve. Não a matéria: o tópico. Direito Administrativo com 20 questões costuma ter 4 de licitações, 4 de atos administrativos, 3 de agentes públicos e vários tópicos com uma questão ou nenhuma.

  1. Liste os tópicos do edital em uma coluna e, ao lado, quantas questões cada um teve na última prova. Com mais de uma prova, use a média.
  2. Ordene do maior para o menor. Some as questões de cima para baixo e marque onde a soma chega a 70 por cento da prova.
  3. Tudo acima da linha fica. Tudo abaixo sai do plano, inclusive a matéria inteira sem nenhum tópico acima da linha.
  4. Dentro do que ficou, marque o seu estado: V para o que já viu e acerta, P para o que viu e erra, N para o que nunca viu. Os P recebem questões, os N a teoria nova das semanas 1 e 2, os V só revisão.

A lista do que abandonar, por escrito

Um edital de 300 tópicos costuma virar uma lista de 20 a 35. Só os P e N ganham um dia de questões, uns 12 a 15 em 14 dias; os V ficam com revisão. Cole a lista na parede e escreva embaixo o que sai, para não voltar nisso na semana 3 por ansiedade:

  • Tópico abaixo da linha dos 70 por cento, por mais que ele incomode.
  • Teoria nova de qualquer tópico depois do dia 14.
  • Videoaula de tópico já visto: o jeito mais caro de revisar.
  • Resumo, caderno ou material novo. Você usa o que já tem.
  • Lei seca lida do artigo 1º ao último. Leia só o artigo que a questão cobrou, quando errar.
  • Trocar de concurso, de banca ou de material. Essa decisão fica para depois da prova.

A revisão de 1, 7 e 30 dias comprimida em 1, 3 e 10

O método clássico revisa um tópico no dia seguinte, sete e trinta dias depois; a teoria está em Revisão espaçada 1/7/30: como funciona e como aplicar hoje. Com 30 dias até a prova, a terceira revisão cairia no dia do exame ou depois. Então comprima: 1, 3 e 10.

Tópico estudado hoje: revisão amanhã, daqui a três dias e daqui a dez. O que você fizer nas semanas 1 e 2 chega à prova com três voltas; o da semana 3, com duas. Na semana 4 não entra nada novo, para que a última revisão caiba antes da prova.

Revisão não é releitura. Feche o material, escreva em dois minutos o que lembra do tópico, abra, marque o que faltou e faça de três a cinco questões. A revisão de 1 dia leva de cinco a dez minutos; a de 3, menos; a de 10, cinco, se o tópico estiver firme.

Anote as três datas ao terminar o tópico: no papel, em um calendário no fim do caderno; na planilha, em três colunas com a data do estudo mais 1, mais 3 e mais 10.

Semanas 1 e 2: questões nos tópicos que mais caem

A proporção das duas primeiras semanas é 30 por cento de teoria, 50 de questões e 20 de revisão. A teoria é só para os tópicos N e entra por demanda: você faz as questões primeiro e lê a teoria do que errou. Um dia de duas horas líquidas fica assim:

  1. Primeiros 20 minutos: as revisões que vencem hoje, de material fechado. Do dia 11 em diante são três por dia; cabem aqui.
  2. 55 minutos: 20 a 30 questões do tópico do dia, o P ou N mais alto da lista ainda não feito. Se os P e N passam de 15, faça 10 a 15 questões de dois tópicos por dia. Cronometre com o número da sua banca: divida o tempo da última prova pelas questões; costuma dar de 2 a 4 minutos.
  3. 30 minutos: corrija e leia a teoria só do que errou, no seu material ou no artigo de lei cobrado. Uma linha por erro: qual foi a pegadinha.
  4. Últimos 15 minutos: anote o acerto do tópico e as três datas de revisão. Se acertou menos de 60 por cento, o tópico volta para a fila em dois dias, com mais 20 questões.

Semana 3: simulados com tempo e correção no dia seguinte

Ao fim do dia 14, cada tópico P ou N que passou pelo dia de questões tem um percentual ao lado. E o dia 14 é o último de teoria nova: tópico que nunca foi visto continua não visto. Você trocou esse tópico por três voltas nos que caem mais.

A semana 3 tem dois simulados completos, em blocos de fim de semana fora do teto de 2 horas por dia. Não um simulado por matéria: uma prova anterior inteira da banca, no tempo real, na ordem em que vem, com cartão-resposta. Nos dias de semana, a proporção vira 10 por cento de teoria por demanda, 40 de questões dos erros do simulado e 50 de revisão.

  1. Reserve a duração real da prova em dois dias, como sábado e domingo. Se a prova tem 4 horas, são 4 horas, sem pausa que a prova não dá. Sem domingo na sua semana, um simulado fica no sábado da semana 3 e o outro no sábado da semana 4, no máximo no dia 27.
  2. Corrija no dia seguinte, nunca no mesmo dia. Separe os erros em três pilhas: 1, não sabia; 2, sabia, mas errou na leitura; 3, sabia e trocou a resposta.
  3. Tópico com dois ou mais erros na pilha 1 volta à fila, com 15 a 20 questões só dele.
  4. Erros das pilhas 2 e 3 viram regras para a semana 4, em uma folha à parte: sublinhar a palavra exceto; não trocar resposta sem saber por quê.
  5. Se não terminou no tempo, descubra onde ele foi: uma questão de 15 minutos em Raciocínio Lógico custa três de Português; na prova, ela seria pulada.

Semana 4: só revisão e a logística do dia

Nada novo na última semana. Os dias 22 a 28 são das revisões de 10 dias das semanas 2 e 3 e dos tópicos de maior peso e menor acerto. Proporção: 70 de revisão, 30 de questões. Sessões de 45 minutos, duas por dia até o dia 25 e uma a partir do dia 26.

Dentro da sessão: 30 minutos de revisões que vencem, de material fechado; 10 questões dos dois tópicos de pior acerto; 5 minutos lendo a folha de regras do simulado. O último simulado é no máximo no dia 27; depois disso ele só cansa e não muda a nota.

A logística começa no dia 26 e é parte do plano: local da prova conferido no mapa, com o deslocamento medido; documento, caneta e comprovante separados; horário de acordar testado dois dias antes. A lista completa está em O que levar no dia da prova de concurso (e como não atrasar).

Na véspera, nenhum estudo depois das 18h. Dormir importa mais que a última revisão. E se der branco em uma questão, pule, marque e volte no fim; o que fazer nesse minuto está em Deu branco na prova: por que acontece e como treinar antes.

Se você ainda não estudou nada

Trinta dias não cobrem um edital do zero. O que dá é chegar à prova conhecendo a banca, o formato e os tópicos que mais rendem, em vez de chegar sem nada.

O plano encolhe de novo: fique com as três matérias de maior peso e, dentro delas, com a linha de 50 por cento, não 70. Estude só por questões comentadas, sem videoaula. Um simulado na semana 3 e outro no dia 27. Revisão de 1, 3 e 10 igual. Trate essa prova como o primeiro simulado sério da preparação seguinte.

Se o atraso é parcial (você viu metade do edital e parou), o caminho é outro: Como recuperar atraso nos estudos sem recomeçar o cronograma mostra o que retomar e o que deixar para trás.

Como o Ritmo faz isso

No Ritmo, o cronograma é montado pela IA a partir do peso das matérias no edital, do quanto você já sabe e das horas reais que você informou: dias e horários da semana e a data da prova. Com a prova em 30 dias, o plano cabe nas quatro semanas e no seu teto: se ele é de duas horas por dia, o plano cabe em duas horas.

Cada estudo registrado cria as revisões de 1, 7 e 30 dias, e o app não comprime esses intervalos: a compressão para 1, 3 e 10 deste artigo você anota por fora, no papel ou na planilha. Com a prova em 30 dias, a revisão de 30 do app cai depois dela. O que o app resolve é a fila: a revisão que atrasa vai para uma fila em que você escolhe fazer agora, estender três dias ou ignorar. Riscar um tópico continua sendo decisão sua.

Os simulados têm tempo, o banco de questões é compartilhado e as estatísticas mostram horas, questões e acerto por matéria e por tópico: a coluna de acerto deste artigo. O edital verticalizado sai do catálogo de concursos abertos ou de um PDF que você envia. Funciona offline, sincroniza entre celular e computador e tem conta de demonstração para conhecer antes de assinar.

A assinatura anual custa 12x de R$ 14,99, total de R$ 179,88 por ano, ou R$ 161,89 no Pix à vista. Preço de lançamento. Também tem o plano mensal, por R$ 24,99 por mês no cartão.

Fila de revisões do Ritmo com as abas Programadas, Atrasadas e Ignoradas
As revisões de 1, 7 e 30 dias criadas a cada estudo registrado. A atrasada espera a sua decisão na fila. Tela do Ritmo com dados de uma conta de demonstração.
Tela de simulados do Ritmo com cronômetro
Simulados com tempo, para os blocos de fim de semana da semana 3. Tela do Ritmo com dados de uma conta de demonstração.

O que fazer hoje

Pegue a última prova do cargo e uma folha. Em 30 minutos: conte as questões por tópico, ordene, trace a linha dos 70 por cento e marque cada tópico que ficou com V, P ou N. Escreva no topo o seu número de horas líquidas do mês.

Depois faça 20 questões do primeiro tópico da lista, com cronômetro. Anote o acerto e as três datas de revisão: amanhã, daqui a três dias, daqui a dez. O dia 1 dos 30 é hoje, não segunda-feira.

Perguntas frequentes

Como estudar para concurso faltando 1 mês?
Por incidência, não pelo edital inteiro. Conte quantas questões cada tópico teve nas últimas provas, fique com os que somam 70 por cento da prova e abandone o resto por escrito. Nas semanas 1 e 2, questões desses tópicos com teoria só do que errou; na semana 3, dois simulados com o tempo da prova; na semana 4, só revisão e logística. Cada tópico ganha revisão de 1, 3 e 10 dias, em vez de 1, 7 e 30.
Dá para estudar para concurso em 1 mês?
Dá para estudar, e dá para chegar à prova bem melhor do que hoje. O que não dá é ver o edital inteiro: 44 horas líquidas em um mês cobrem 20 a 35 tópicos, não 300. Quem já vinha estudando usa o mês para revisar e fazer simulados. Quem começa do zero fica com as três matérias de maior peso e trata a prova como o primeiro simulado real.
Faltando 30 dias para a prova, devo ver matéria nova?
Só até o dia 14, e só tópicos que caem muito e você nunca viu. Depois disso, teoria nova compete com a revisão do que você já sabe, e a revisão rende mais ponto por hora. Se um tópico novo aparecer no simulado da semana 3, ele vira dez minutos de leitura e três questões, não uma tarde de estudo.
Quantos simulados fazer no último mês antes da prova?
Dois, em blocos de fim de semana fora do teto diário: sábado e domingo da semana 3, ou sábado da semana 3 e o dia 27. Cada um é uma prova anterior inteira da banca, feita no tempo real, com correção no dia seguinte. Mais que isso cansa e tira tempo das revisões, que são o que fixa o conteúdo na última semana. O simulado serve para medir tempo e achar os tópicos que ainda erram, não para aprender matéria.

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