Transpetro 2026: nota de corte e por que não precisa gabaritar
· 10 min de leitura · por Ritmo

A nota de corte da Transpetro 2026 não existe antes da prova. O que o edital fixa é um piso: é eliminado quem tiver aproveitamento inferior a 50% dos pontos em Conhecimentos Específicos ou inferior a 50% em Conhecimentos Gerais. O corte de verdade, aquele que decide quem segue no certame, só aparece depois, e sai do desempenho de quem fez a prova e do número de vagas mais cadastro de reserva da sua ênfase, do seu polo de trabalho e da sua modalidade de concorrência. Ninguém pode te dar esse número hoje.
Só que tem uma parte que quase ninguém explica, e ela muda o seu estudo dos próximos dois meses: gabaritar não é o objetivo, e ser ótimo em Português e Matemática também não faz você avançar. Os números deste artigo vêm do Edital n. 03 TRANSPETRO/PSP/TERRA/NÍVEL MÉDIO-2026.3, com as alterações publicadas no DOU em 19/08, 28/08, 10/09 e 11/09 de 2026, e da divulgação do certame na página da Fundação Cesgranrio. São quatro editais diferentes dentro do mesmo certame, então confira sempre o da sua ênfase.
Como a prova de 6 de dezembro é dividida e quanto vale cada bloco
A prova objetiva é no dia 06/12/2026, e o resultado final do nível médio está previsto para 23/03/2027. São 60 questões, cada uma valendo 1 ponto, com cinco alternativas e uma só correta. A tentação é olhar esse total de 60 e mirar nele, mas o edital não usa o total para decidir quem avança. O que importa é a divisão em dois blocos:
- Fase 1, Conhecimentos Específicos: 40 questões, 40 pontos possíveis.
- Fase 2, Conhecimentos Gerais: 20 questões, sendo 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática, 20 pontos possíveis.
O piso que elimina: metade de cada bloco
O item 7.1.4.3 é o que define a eliminação: é eliminado quem tiver aproveitamento inferior a 50% do total de pontos em Conhecimentos Específicos ou inferior a 50% em Conhecimentos Gerais. Repare no “ou”. Traduzido para número de questões, são dois pisos independentes e os dois valem ao mesmo tempo: menos de 20 acertos nas 40 questões específicas elimina, e menos de 10 acertos nas 20 questões gerais elimina.
Não existe compensar um bloco com o outro: você pode fazer 38 das 40 específicas e sair do concurso por ter feito 9 nas gerais. Guarde a frase: nesta etapa, as 20 questões de Português e Matemática podem te eliminar, e é só isso que elas fazem.
Isso muda o que “ir bem em Português” significa aqui. Não é tirar 10 de 10. É não ficar abaixo de 10 acertos no bloco inteiro, somando Português e Matemática. Tratar nota mínima por bloco como piso a cumprir, e não como meta a superar, é o assunto de Nota mínima por matéria: como não ser eliminado por uma só.
Quem avança é escolhido só pela nota das específicas
Passado o piso, vem a regra que deveria reorganizar o seu plano de estudo. O item 7.1.2, alíneas c e d, diz que o ranqueamento para seguir no certame é feito pela nota de Conhecimentos Específicos, a Fase 1, e que são habilitados os primeiros até 2 (duas) vezes o número de vagas mais o cadastro de reserva, por ênfase, por polo de trabalho e por modalidade de concorrência.
Leia de novo: pela nota de Conhecimentos Específicos, não pela soma dos dois blocos. As 20 de Português e Matemática não entram nessa fila.
E elas entram onde? Nos itens 7.1.4.2 e 7.1.4.2.1: a nota de Conhecimentos Gerais soma com a de Específicos para a classificação final. Só que essa soma é apurada apenas para quem já foi habilitado no ranqueamento da Fase 1. Para quem não passou ali, ela nem chega a ser calculada.
Então o bloco de gerais tem duas funções, nesta ordem. Primeiro, te manter no jogo, com o piso de 10 acertos. Depois, já habilitado, melhorar a sua posição final. Ele nunca te coloca dentro. As 40 específicas, sim.
A mesma conta com três candidatos
Fica mais claro com três resultados lado a lado, todos na mesma ênfase e no mesmo polo. O candidato A fez 19 acertos nas gerais e 21 nas específicas: 40 pontos. O candidato B fez 12 nas gerais e 28 nas específicas: também 40 pontos. O candidato C fez 9 nas gerais e 38 nas específicas: 47 pontos, o melhor total dos três.
A e B empataram no total. Na fila que decide quem avança não há empate: 21 contra 28, sete pontos a favor de B. As sete questões a mais que A acertou em Português e Matemática não movem nada ali.
Já C fez a melhor prova dos três em números absolutos e está eliminado: 9 nas gerais, abaixo do piso de 10, e por isso os 38 acertos das específicas nem chegam a ser apurados.
O desenho é esse: existe um pedágio e existe uma corrida. Sair de 10 para 18 acertos nas gerais compra posição na classificação final, se você for habilitado, mas não compra a habilitação. Em ordem:
- Pedágio: 20 acertos nas específicas e 10 nas gerais. Sem os dois, acabou ali.
- Corrida: só a nota das 40 específicas, no recorte da sua ênfase, do seu polo e da sua modalidade de concorrência.
- Depois da corrida: as 20 gerais somam na classificação final de quem já passou pelo ranqueamento.
Por que a nota de corte real não existe antes da prova
Qualquer número que circular agora como “nota de corte da Transpetro 2026” é chute. O corte é resultado, não critério: ele aparece quando as provas são corrigidas e a lista é cortada no limite de 2 vezes as vagas mais o cadastro de reserva daquele recorte.
A divulgação do certame na página da Cesgranrio fala em 281 vagas imediatas e 3.890 de cadastro de reserva, somando 4.171, nos quadros de Terra e Mar. Esse é o número do certame inteiro. O seu recorte, com ênfase, polo e modalidade, é bem menor, e é nele que o corte é apurado.
Sobre o que está em jogo no nível médio: o Anexo III traz o cargo de Profissional Transpetro de Nível Técnico, com escolaridade de nível médio, salário básico de R$ 3.776,64 e garantia de remuneração mínima de R$ 6.539,54. A divulgação cita remunerações que podem chegar a R$ 15.034,81, mas esse teto não é do nível médio.
Nota de corte que você vê circulando de outros concursos serve, no máximo, como referência frouxa, nunca como meta. Antes de 06/12, três variáveis seguem desconhecidas:
- Quantas vagas e quanto cadastro de reserva existem na sua ênfase, no seu polo e na sua modalidade de concorrência.
- Quantas pessoas de fato aparecem para fazer a prova nesse recorte. Inscrito e presente são números diferentes.
- Como foi o desempenho dessas pessoas nas 40 específicas, o que depende da dificuldade da prova daquele dia.
Os 75 dias que faltam: cumpra o piso, jogue o resto nas específicas
De hoje, 22 de setembro, até 06/12 são 75 dias. É tempo curto e bem delimitado. O plano de oito semanas descrito em Como estudar para concurso faltando 2 meses: plano de 8 semanas cabe inteiro aí dentro, com quase três semanas de sobra para o que atrasar. A adaptação para a regra da Transpetro tem sete passos.
- Meça hoje onde você está nas gerais. Faça 10 questões de Língua Portuguesa e 10 de Matemática da banca, cronometradas. Se você fica bem acima de 10 acertos somando as duas, o piso não é o seu risco; se fica em 10 ou menos, é.
- Dê um teto de tempo para as gerais. Se o piso não é risco seu, uma sessão semanal de manutenção em cada matéria resolve, quase toda de questões. Se é, suba para duas ou três por semana até o número estabilizar com folga acima do piso, e volte para a manutenção.
- Mapeie as específicas tópico a tópico, com o peso de cada um na prova e o seu domínio nele, pelo método de Pontos fracos em concurso: ache a matéria que mais custa pontos. Ali, cada acerto a mais é posição na fila que decide quem avança: é onde o tempo restante rende mais.
- Ataque o que falta por questões, não por leitura. A esta altura, teoria nova só entra para explicar um erro que você já cometeu. Registre cada erro com o motivo em uma linha, como em Como analisar questões erradas: os 5 tipos de erro e o que fazer.
- Mantenha a revisão viva. Cada tópico fechado gera revisão em 1, 7 e 30 dias. Nas últimas semanas, revisar o que você já fechou vale mais que abrir assunto novo.
- Faça simulados completos e cronometrados a cada 15 dias, no formato dos dois blocos. Corrija separando as notas: uma para as 40 específicas, outra para as 20 gerais. São duas decisões diferentes, não uma média só.
- No último mês, não comece assunto novo nas gerais. O piso tem que estar resolvido antes, não conquistado na véspera. O que fazer nesse trecho final está em Como estudar para concurso faltando 1 mês: cronograma de 4 semanas.
Como o Ritmo faz isso
O trabalho manual aqui é grande: virar o conteúdo programático da sua ênfase em lista de tópicos, dividir 75 dias entre dois blocos que pesam diferente e não perder as revisões pelo caminho. É isso que o Ritmo faz.
O edital verticalizado pode sair do catálogo de concursos abertos, que é atualizado, ou de um PDF que você envia, com a IA lendo o conteúdo programático. Como o certame tem editais diferentes por ênfase, enviar o PDF do seu é o caminho mais seguro, e dá para acrescentar disciplinas se faltar alguma.
O cronograma é montado pela IA a partir do peso das matérias no edital, do quanto você já sabe e das horas que você tem de verdade: dias e horários da sua semana e a data da prova, 06/12/2026. Como as 40 específicas pesam o dobro das 20 gerais no edital, é esse peso, cruzado com o seu domínio em cada matéria, que define quantas sessões cada bloco recebe.
Cada estudo registrado cria as revisões de 1, 7 e 30 dias. Quando uma atrasa, vai para uma fila e você escolhe: fazer agora, estender por três dias ou ignorar. A decisão continua sua; o app só não deixa a data cair no vazio.
As estatísticas por matéria e por tópico mostram horas, questões, acerto e evolução, e é ali que você acompanha as duas notas separadas em vez de uma média só. Na home fica também a sequência de dias estudados. Em volta, banco de questões compartilhado, simulados com tempo, flashcards gerados a partir das questões, redação com correção por critérios e cronômetro com pomodoro. Funciona offline e sincroniza entre celular e computador.
Dá para conhecer com uma conta de demonstração antes de assinar. O plano anual sai por 12x de R$ 14,99, total de R$ 179,88 por ano, ou R$ 161,89 no Pix à vista. Preço de lançamento. Também tem o plano mensal, por R$ 24,99 por mês no cartão.
O que fazer hoje
Abra o edital da sua ênfase no site da Fundação Cesgranrio e confirme três coisas nele mesmo: a divisão entre as 40 questões de Conhecimentos Específicos e as 20 de Conhecimentos Gerais, o piso de 50% em cada bloco do item 7.1.4.3 e o ranqueamento pela nota de Conhecimentos Específicos do item 7.1.2, alíneas c e d. São quatro editais no mesmo certame, e este artigo trata do de Terra, nível médio. Quem manda é o documento, não o resumo.
Depois, reserve 40 minutos: 10 questões de Português e 10 de Matemática cronometradas, para saber se o piso é risco seu, e uma folha com os tópicos das específicas marcados por peso e domínio. No fim do dia você já sabe onde colocar as sessões dos 75 dias que restam. Não é gabaritar. É passar do pedágio e correr onde a corrida acontece.
Perguntas frequentes
- Qual é a nota de corte da Transpetro 2026?
- Não existe antes da prova. O edital só fixa um piso de eliminação: menos de 50% dos pontos em Conhecimentos Específicos ou menos de 50% em Conhecimentos Gerais elimina o candidato, pelo item 7.1.4.3. O corte de verdade aparece na correção, quando a lista é cortada no limite de 2 vezes as vagas mais o cadastro de reserva, por ênfase, por polo de trabalho e por modalidade de concorrência. Ou seja, ele depende do desempenho de quem fez a prova naquele recorte. Qualquer número divulgado hoje como corte é chute.
- Quantas questões preciso acertar para não ser eliminado na Transpetro 2026?
- Pelo item 7.1.4.3, no mínimo 20 acertos nas 40 questões de Conhecimentos Específicos e no mínimo 10 acertos nas 20 de Conhecimentos Gerais. São dois pisos independentes e os dois precisam ser cumpridos. Não dá para compensar um com o outro: 38 acertos nas específicas com 9 nas gerais elimina do mesmo jeito. Confirme os números no edital da sua ênfase, porque o certame tem quatro editais diferentes.
- Português e Matemática contam para a classificação na Transpetro 2026?
- Contam, mas só depois. Pelo item 7.1.2, alíneas c e d, o ranqueamento que define quem segue no certame é feito pela nota de Conhecimentos Específicos, a Fase 1, e as 20 questões de Português e Matemática não entram nessa conta. Pelos itens 7.1.4.2 e 7.1.4.2.1, a nota de Conhecimentos Gerais soma com a de Específicos para a classificação final, mas essa soma é apurada apenas para quem já foi habilitado na Fase 1. Na prática, as gerais primeiro te mantêm no jogo e só depois melhoram a sua posição.
- Como dividir o estudo nos dias que faltam para a prova de 06/12?
- Primeiro descubra se o piso das gerais é risco seu, com 10 questões de Português e 10 de Matemática cronometradas. Se você passa do piso com folga, deixe as gerais em manutenção, cerca de uma sessão por semana em cada, quase toda de questões. Todo o tempo que sobrar vai para as específicas, porque é a nota delas que decide o ranqueamento. Se o piso for risco, corrija isso nas primeiras semanas, com duas ou três sessões semanais, e volte para a manutenção assim que o número estabilizar.